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terça-feira, 23 de agosto de 2011


Oiê!
Amores, ñ pude me conter em postar esse lindo testemunho! Sei que muitas já devem ter lido no blog da miguxa Andréia, mas p/ quem ainda não, vale a pena ler! Poxa, é muito emocionante e estimulante, nos faz acreditar que nosso sonho vai se realizar, só precisamos ter mais fé em Deus...
História de Sucesso: Ester: gravidez natural (ela: tumor no ovário, trompa obstuída, pólipos, resposta ovariana meio fraca em FIV, alteração no formato uterino / ele: alterações severas no espermograma)
Luísa – enviada por Deus
Tentamos engravidar ao todo por 4 anos. Desde que era adolescente, tinha um sonho de ser mãe, sei lá por quê. Mas, no fundo, achava que era demais pra mim, temia ser infértil. O tempo passou e um dia descobri um tumor no ovário direito. Primeiro acharam que era um teratoma, mas depois chegaram à conclusão que podia ser um endometrioma, na verdade os dois são benignos, mas atrapalham a atividade do ovário. A endometriose é uma doença terrível, podem aparecer tumores em quaisquer tecidos do aparelho reprodutor. Os médicos então disseram que eu teria que tirar meu ovário, pois o tumor crescia rápido. Então meu marido, que é médico, me encaminhou a um amigo dele. Esse médico decidiu experimentar uma terapia com anticoncepcional – segundo ele, o tumor poderia involuir. E foi o que aconteceu. Ao contrário de todos os outros médicos que fui, só esse achava que os hormônios poderiam ter sucesso. Minha primeira dica: consulte mais de um médico, sempre! 
O tumor involuiu, mas quando eu parava de tomar o anticoncepcional, ele voltava. Isso me era preocupante: como eu poderia engravidar um dia sem parar de tomar pílula? Tomei durante 1 ano seguido e o tumor finalmente foi embora. Eu achava que todos os meus problemas haviam terminado. 
Um dia, resolvemos começar a tentar engravidar. Passou-se 1 ano e meio e nada, então resolvemos investigar se tínhamos problemas e fomos a uma clínica de infertilidade. Eu tinha um pólipo no útero, segundo a médica, bem no local em que o embrião se implantaria. Mas isso era de fácil resolução, fiz uma pequena histeroscopia e tudo resolvido. Mas o espermograma do meu marido mostrou que 95% dos espermatozoides dele não eram viáveis: eles eram imóveis ou pouco móveis. Com isso, teríamos que fazer uma fertilização in vitro (FIV), se quiséssemos ter filhos. Isso foi um balde de água fria em nós, afinal o tratamento é caro e não tínhamos condições de tentar naquela hora. 
Nesta época recebemos uma proposta de estudo nos Estados Unidos, com bolsa. Para nós, parecia uma porta se abrindo, pois sabíamos que poderíamos viver com a bolsa e ainda economizar por uns 2 anos para o tratamento. Enquanto isso, nunca se sabe, continuaríamos tentando engravidar naturalmente. 
Então nos mudamos e descobri que o meu plano de saúde, pago pela instituição em que estudo nos EUA, oferecia 3 tentativas de FIV por vida. Parecia uma porta aberta por Deus, já que isso não ocorre no Brasil! Consultamos uma clínica especializada, fizemos todos os exames. Nesta época, tentávamos engravidar há 3 anos, sem sucesso. O espermograma do meu marido deu um resultado ainda pior que da primeira vez. Eu tinha um novo pólipo no útero. Meu médico falou que a forma do meu útero era incomum e que isso dificultava bastante uma gravidez (isso já havia sido comentado por outros médicos). E meu exame de trompa (histerossalpingografia) revelou que minha trompa esquerda era totalmente obstruída. Com tudo isso, a única saída parecia ser a FIV
Eu sempre ouvi dizer que a FIV é um processo muito doloroso em termos emocionais. Para mim, parecia uma luz no fim do túnel... Retirei o pólipo do útero com uma nova histeroscopia, mas não quis fazer a cirurgia para desobstruir a trompa, afinal faríamos a FIV e teoricamente não precisaríamos da trompa, e já que a gravidez natural parecia tão impossível. Partimos então para a FIV
Descobri então que a FIV não é só dolorosa em termos emocionais, mas também fisicamente falando. Injeções todos os dias na barriga, tirar sangue dia sim, dia não, para dosagem de hormônios = barriga roxa, braços roxos. Até que tolerei bem os hormônios, ouço dizer de muitas pessoas que têm náuseas, alterações de humor e peso e coisas piores. Depois de toda a estimulação ovariana, meu médico falou que eu só havia produzido 2 óvulos, e que ele não poderia fazer uma FIV só com 2 óvulos porque a chance de sucesso era quase nula. Ele disse que eu era pouco responsiva aos hormônios. 
Iniciamos então uma nova tentativa, com dose dobrada de hormônios. Mais injeções na barriga, fora a ansiedade que o processo todo causa. Não há como não ter ansiedade! Todos os dias a esperança se renovava e o roxo das injeções não era mais problema. Produzi 6 óvulos no ovário esquerdo e 2 no ovário direito. O médico falou que aquele tumor que eu tivera no ovário direito há anos atrás o deixou com pouca capacidade. Tiramos então os óvulos, meu marido doou o esperma e após 2 dias, tínhamos 3 embriões. Um deles morreu e o médico então decidiu transferir os outros 2 no terceiro dia. 
Nossa taxa de fertilização havia sido bem baixa, já que de 8 óvulos, só 3 foram fecundados. Os médicos geralmente fazem injeção intracitoplasmática (ICS) dos espermatozoides em metade dos óvulos, e deixam a outra metade ser fecundada naturalmente (colocam óvulos e espermatozoides juntos para que o processo ocorra naturalmente). No nosso caso, só os espermatozoides injetados nos óvulos foram capazes de fecundar, o que mais uma vez reforçava o problema do meu marido. 
A transferência dos embriões ao útero foi bem dolorosa, já que meu útero tem essa tal posição incomum, mas eu estava feliz porque finalmente poderia ser mãe... Após 12 dias de longa espera, fizemos o exame de gravidez. Foram os 12 dias mais longos de minha vida... e o resultado foi negativo. Então comecei a entender o drama da FIV
Nossa única opção era continuar tentando, cada vez com doses mais elevadas de hormônios. Segundo o médico, não poderíamos fazer nada para aumentar a eficiência de fecundação dos espermatozoides, mas se eu produzisse mais óvulos, nossas chances de sucesso aumentariam. Tentamos uma nova estimulação com nova dose dobrada de hormônios, meus nervos em frangalhos, já com nem tantas esperanças. Produzi dessa vez só 5 óvulos, apesar de tanto hormônio. O médico fez ICSI em todos os 5 óvulos dessa vez, e após 2 dias nenhum óvulo havia sido fecundado, ou seja, não tínhamos nenhum embrião. 
Depois de muito chorar, decidimos esperar alguns meses para fazer uma nova tentativa, afinal essa seria a última que o plano de saúde poderia pagar. Foi um tempo difícil, de muita tristeza e frustração, muitos questionamentos a Deus, minha fé sendo pouco a pouco abalada. Eu não conseguia mais orar e pedir a Deus um filho. Descobri que estava nascendo uma revolta. Pedia a Deus para me curar da vontade de ser mãe, já que esse não parecia ser o plano dEle para mim. Pedia uma explicação, um sinal. 
Aos poucos, pessoas foram sendo usadas para me ajudar. Amigos falavam que estavam orando por nós. Ouvia letras de músicas que falavam ao meu coração. Meu marido falou que tinha certeza que iríamos ter um bebê. Mas eu tinha medo de acreditar, tinha medo de ter esperança e me machucar de novo. Nessa época, tivemos oportunidade de ajudar crianças e famílias carentes - eu pensava que se não tinha os meus filhos, podia ajudar os filhos dos outros. Foi quando comecei a procurar alternativas. Uma delas é adotar embriões. Muitas famílias não sabem o que fazer com seus embriões congelados, então doam esses embriões para casais cristãos. Uma vantagem desse método é que a mulher pode ter o prazer de passar por uma gravidez, o que eu sempre desejei muito. Mas fiquei sabendo que a taxa de morte e aborto espontâneo de embriões descongelados é grande. Outra opção é a adoção mesmo. Comecei a considerar o fato e comentei com meu marido. Então tivemos uma longa conversa, a qual considero que foi muito importante. 
Ele falou que sabia que teríamos filhos naturais, e que sabia que Deus havia colocado isso no coração dele. Eu não queria acreditar, eu estava muito magoada. Então ele me lembrou de Ana. Ana é uma mulher cuja história está na Bíblia (1 Samuel). Ela queria muito ser mãe, mas não conseguia. As mulheres da época riam dela e achavam que ela tinha maldição, já que não podia ser mãe. Um dia ela foi à casa de Deus e chorou muito, se derramou diante de Deus. Orando, ela não conseguia falar direito e o sacerdote achou que ela estava bêbada e chamou sua atenção. Ela então contou sua história e o sacerdote, inspirado por Deus, falou que ela devia ir para casa e que Deus havia ouvido a oração dela. Ana então concebeu e teve um filho, a quem chamou Samuel. 
Meu marido falou que eu devia fazer o mesmo. Falar com Deus, questioná-lo, chorar, me derramar, me abrir enfim. E foi o que eu fiz, sozinha no meu quarto. Ao final da minha oração, senti um pouco de alívio, mas minha tristeza ainda estava lá. Nos meses seguintes fui me sentindo mais ou menos preparada para admitir que talvez fosse plano de Deus que não tivéssemos filhos, mas que se fosse assim, Deus cuidaria de nós e nos daria cura da nossa frustração. 
Após 3 meses, pensei em fazer nova FIV, afinal ainda tínhamos 1 tentativa. Meus ciclos estavam loucos desde a última FIV – eu sabia que tanto hormônio que havia tomado podia causar isso. Meu ciclo vinha atrasando a cada mês e naquele mês eu estava atrasada há quase 15 dias. Decidi ir ao médico, mas já sabia que ele me perguntaria se eu estava grávida – o que, na minha cabeça, era impossível. Então resolvi comprar um teste de farmácia e fazer o teste eu mesma antes de me irritar com essa pergunta do médico. Naquela noite o teste deu positivo. O resultado apareceu tão rápido e forte que questionei se o teste estava com defeito. Chamei meu marido e mostrei, tremendo dos pés à cabeça. Ele sorriu e disse: “meu amor, nós vamos ter um bebê!” Mas eu não queria acreditar, achava que era um falso positivo. Refiz o teste na manhã seguinte, novo resultado positivo. Liguei para o médico e contei, ele me deu parabéns, fiquei muito irritada e disse que achava que era falso positivo. Ele então disse que faria o exame de sangue para confirmar. À tarde, fiquei sabendo que o exame de sangue também havia sido positivo... e finalmente consegui acreditar que estava mesmo grávida... 
Eu tinha 6 semanas de gravidez, um embrião implantado no lugar certo, um coraçãozinho batendo perfeitamente. O médico falou que o corpo lúteo estava no ovário esquerdo, o que significa que o óvulo que originou o embrião foi produzido pelo ovário esquerdo. Lembrei então que isso era de se esperar, pois eu tinha um ovário direito ineficiente, mas que por outro lado, tinha a trompa esquerda interrompida. Então perguntei a ele se a trompa poderia ter se desobstruído sozinha, sem cirurgia. Ele disse que não... 
Teoricamente, o que aconteceu foi o seguinte: um dos espermatozoides do meu marido, que não era capaz de fecundar um óvulo ali do lado, no mesmo tubo de ensaio, foi capaz de migrar pelo meu útero (que por ter uma forma incomum dificulta a migração), chegar ao ovário e fecundar um óvulo ali. Então, meu óvulo fecundado teve que viajar por uma trompa totalmente obstruída e chegar ao útero, se implantando eficientemente lá.... o que me fez entender que para Deus não há impossíveis.... 
Hoje é dia 31 de maio, estou com 31 semanas de gravidez e vamos ter uma menina, que se chamará Luísa. O significado do seu nome é “lutadora”. A previsão é de que ela nasça dia 02 de agosto. A ultrassonografia morfológica e testes genéticos mostraram que nossa bebê é perfeita, ao contrário do que o médico achava, pelo comportamento dos espermatozoides de meu marido. Fizemos um ultrassom 3D essa semana e ela estava com as mãozinhas no rosto, parecia dormindo, exatamente como o pai dela dorme. Minha gravidez tem sido abençoada desde o início, sem problemas. Falei a Deus numas de minhas muitas orações de agradecimento que gostaria de ser usada por Ele para abençoar pessoas que passam pela mesma situação que eu passei e já tive a oportunidade de contar minha história algumas vezes. Ainda não entendemos bem porque tudo isso aconteceu, mas sei que valeu à pena e que Deus é bom. Sempre. 

"O choro pode durar uma noite, mas a alegria vem pela manhã." Salmos 30:5

6 comentários:

Rose disse...

Nu.....ja tinha lindo...de fato emocionante né...nossa esses relatos nos da uma força tamanha!
É sempre bom...vermos tentantes q conseguiram...ainda mais em casos assim....com muitas dificuldades....
Adorei viu...sempre releio esse relato...ele me tras força e fé!
Bjusss e obrigada por compartilhar.

Vivian Godoy disse...

Nossa simplesmente lindo este testemunho,tenho fé que o MEU DEUS NUNCA FALHARÁ EU SEI QUE CHEGARA MINHA VEZ!!!!(NOSSA VEZ)BJÃO

V. disse...

Nucy...tinha lido...achei maravilhoso!!! A fé em Deus move montanhas!! Temos que confiar nEle!!!
bjaum

Dinha disse...

Amei!!!
Estou chorando, lindo testemunho!
Deus seja louvado!
Nucy,
nosso dia também vai chegar!
Beijocas

Vannia - Pronta Para Ser Mãe disse...

De fato é um lindo testemunho, renova a nossa fé.
Deus é Fiel, e pode fazer coisas grandes e lindas, muito além do que os nossos olhos podem ver.

Beijão

Élida disse...

uqnata história linda, eu qro ver a sua em breve...
bjus ;*